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Introdução
«Maria Santíssima, Rainha da Paz, bani todo o temor dos corações dos Vossos filhos.»
A arquidiocese de San Antonio proferiu uma sentença na causa do Padre João Maria, declarando-o culpado de cisma, cuja pena é a excomunhão. Sentenciou ainda a demissão do Padre João Maria do estado clerical, comummente conhecida como laicização. Estas decisões foram confirmadas pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, do Vaticano.
Cremos que esta sentença e estas penas são injustas. Mas cremos também que o Senhor não nos está a pedir que recorramos da sentença.
Humanamente falando, foi-nos indicado que dispomos de sólidos fundamentos para recorrer quanto ao fundo da causa, que examinamos mais em pormenor abaixo.1 Mas cremos também que as realidades práticas do Vaticano e da hierarquia atuais, tão profundamente infiltrados pelo inimigo, pesam fortemente contra as probabilidades de êxito de um recurso. Por exemplo, estaríamos a recorrer para Victor Manuel Fernandez, do Dicastério para a Doutrina da Fé, que tem uma responsabilidade significativa em muitas das ações mais preocupantes do Vaticano atual, incluindo a autoria de Fiducia Supplicans.2 E qualquer decisão última caberia a Robert Prevost (Leão), de quem o Senhor disse ser um usurpador que trabalha para minar a Sua Igreja.3 Pareceria incoerente apelar a um usurpador para obter justiça.
Mais importante ainda: no discernimento em oração, sentimos que o Senhor não nos encorajava a recorrer, mas a aceitar por agora esta injustiça como parte do nosso caminho particular na Reconquista. Numa Mensagem privada para o Padre João Maria, que a Irmã Amapola recebeu pouco depois da notificação da sentença, o Senhor disse:
Recorrer a um juiz humano que não caminha Comigo não servirá de muito. … Mas, meu filho, o Nosso Plano deve avançar; e para isso é necessário que, assim como o Meu Jesus foi rejeitado por aqueles que tinham o poder – porque Eu o permiti, embora não lhes pertencesse por justiça –, assim também vós [plural] … tenhais sido rejeitados, por dizer e fazer o que Eu vos mandei. (30 de abril de 2026)
Por estas razões, escolhemos não recorrer.
Cremos igualmente que, dada a crise que a Igreja atravessa, Deus está a pedir ao Padre João Maria que continue o seu ministério sacerdotal.
Nesta resposta, queremos abordar estas questões mais longamente.
Mas antes de mais: nós, da Missão da Divina Misericórdia (MDM), somos católicos e afirmamos tudo o que faz parte da fé católica, incluindo o papel que Jesus confiou a São Pedro e aos seus legítimos sucessores. Não temos qualquer intenção de alguma vez deixar a Igreja Católica. Longe de rejeitar a Igreja, estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para a defender, mesmo ao ponto de pôr em risco todo o nosso ministério.
Pedimos desculpa se algumas das nossas palavras ou ações não foram verdadeiramente caridosas. Não pretendemos ser desobedientes nem desrespeitosos para com a hierarquia legítima da Igreja. Cremos, porém, que Deus nos está a pedir um testemunho profético precisamente em defesa da Sua Igreja.
Não temos resposta para todas as tantas questões difíceis que toda esta controvérsia levanta. Não somos peritos, nem teólogos, nem canonistas. Estamos simplesmente a tentar ser obedientes a Deus.
Cinco pontos-chave
Queremos começar por identificar cinco pontos-chave. Para os que nos apoiam de longa data, muito disto será terreno familiar; mas, para os que só vieram a conhecer MDM através das Mensagens, dará uma melhor compreensão de como aqui chegámos. Serve também de breve panorâmica para os que têm pouco tempo.
- Primeiro, todos devemos escutar a Deus. É essa toda a razão de ser da nossa pequena Missão da Divina Misericórdia. Escutar a Deus inclui as palavras proféticas que Ele deu ao longo da história da Igreja – e que continua a dar hoje.
- Segundo, estas palavras proféticas ajudam-nos a compreender o que está a acontecer na Igreja neste preciso momento. A Igreja – o Corpo Místico de Cristo – segue o seu Senhor ao atravessar hoje, verdadeiramente, a sua própria Paixão. E essa Paixão inclui algo quase impensável: dois usurpadores sucessivos no trono de Pedro.
- Terceiro, MDM não é culpada de cisma segundo o próprio direito da Igreja. Não rejeitamos o papado. Recusamo-nos a submeter-nos a homens que em consciência cremos não serem verdadeiros papas. Por isso, cremos firmemente que a sentença contra nós não é canonicamente justificada nem válida aos olhos de Deus.4
- Quarto, a verdadeira obediência é santa. Seguindo o exemplo de nosso Senhor Jesus, devemos sempre obedecer a Deus Pai. Habitualmente, isso significa a submissão aos bispos da Igreja quando agem com justiça. Mas não significa – nem pode significar – submeter-nos a usurpadores nos seus esforços para destruir a Igreja.
- Por fim, MDM continuará o seu ministério. E queremos dizer mais sobre isso e sobre o que significa para os que nos apoiam – especialmente numa situação que causa tanta confusão e divisão. O Espírito Santo chama-nos a viver estas tensões com paciência, humildade e, acima de tudo, caridade – mesmo para com aqueles de quem discordamos. Ele conduzir-nos-á, através desta provação, até à grande renovação da Sua Igreja.
Queremos agora desenvolver cada um destes cinco pontos. Esperamos que isto vos ajude a compreender melhor a situação de MDM e vos auxilie também no vosso próprio discernimento.
1. Escutar a Deus
No coração da Missão da Divina Misericórdia há algo de muito simples: o desejo de escutar a Deus.
Cremos que não existe solução humana para os piores problemas que o mundo e a Igreja enfrentam hoje. A única solução é Deus. A boa notícia é que Deus quer agir. E a Escritura mostra-nos, do princípio ao fim, que uma das maneiras pelas quais Ele repetidamente age e fala é através dos profetas.
E isso não parou com a morte do último Apóstolo. De facto, São Tomás de Aquino ensina que Deus continua a suscitar profetas em cada época – não para proclamar novas doutrinas, mas para guiar as nossas ações.5 Pensemos em São Vicente Ferrer, Santa Catarina de Sena, Santa Margarida Maria, Santa Faustina, São João Bosco, para citar apenas alguns.
No mundo de hoje – e talvez especialmente na Igreja, onde os canais normais que deveriam proclamar a verdade muitas vezes não funcionam bem –, Deus continua a falar e a agir, inclusive por palavras proféticas. Mas as verdadeiras palavras proféticas são exigentes. E o Evangelho também nos adverte contra os falsos profetas. Precisamos de pastores capazes de exercer um verdadeiro discernimento e uma verdadeira prudência. Como diz São Paulo: «Não extingais o Espírito Santo. Não desprezeis as profecias, mas provai tudo; retende o que é bom» (1 Ts 5, 19-21). Infelizmente, essa abertura discernente ao Espírito Santo parece muitas vezes faltar na hierarquia da Igreja de hoje.
A Escritura mostra, vezes sem conta, as terríveis consequências de ignorar os avisos de Deus. Mas, mais ainda, as graças que fluem quando as Suas palavras são acolhidas.
A Igreja precisa de regressar ao espírito evangélico de uma fé simples em Deus, que, com soberana liberdade, continua a agir e a falar de maneiras surpreendentes, por amor e misericórdia para com os Seus filhos. Um exemplo luminoso, hoje, de um bispo aberto ao Espírito Santo e às graças proféticas é D. Joseph Strickland – especialmente nas suas mensagens Pillars of Faith («Pilares da Fé»).6 Estas mensagens são simples, prudentes e corajosas. São palavras dignas de um verdadeiro sucessor dos apóstolos, e por estas razões iremos citá-las várias vezes ao longo desta declaração. Queremos, contudo, deixar claro que ele não subscreve a nossa declaração nem está associado a ela.
Falando do tema conexo das aparições marianas, D. Strickland disse:
Nos nossos dias – aconteceu algo sem precedentes. As aparições marianas já não são discernidas primariamente segundo a sua verdade. … São julgadas segundo sejam geríveis e não perturbadoras. … Isto não é prudência. Isto não é discernimento. Isto não é cuidado pelos fiéis. Isto é contenção. E deveria aterrorizar-nos. … Esta é a hora não do … silêncio, mas da fidelidade.7
Há mais de trinta anos que o Senhor vem formando MDM nesta escola exigente da escuta e do discernimento das Suas palavras proféticas pronunciadas hoje. Foi esta longa formação, fecunda mas dura, que nos levou a dar estes passos controversos. O caminho profético é muitas vezes controverso. Mas está na raiz da nossa fé católica. Todos os domingos, no Credo, professamos a nossa fé no Espírito Santo, que «falou pelos profetas».
2. A Paixão da Igreja
As palavras proféticas são, pois, uma das maneiras pelas quais o Senhor nos tem guiado. Muitas destas palavras dizem respeito à situação da Igreja hoje.
As Mensagens a MDM
As Mensagens confiadas à nossa Missão falam da Igreja, o amado Corpo Místico de Cristo, que segue o seu Senhor na Sua Paixão e morte para, por fim, participar na Sua ressurreição e no Seu triunfo.
Elas revelam que, nesta imensa provação:
- a hierarquia está infiltrada e profundamente corrompida;
- a fé está a ser distorcida;
- e – o ponto mais controverso – Jorge Bergoglio (Francisco) e Robert Prevost (Leão) são usurpadores, ou falsos papas.
Numa das primeiras Mensagens da Reconquista, tendo acabado de falar da Sua Paixão e morte, Jesus diz:
Filhos – esta é novamente a Hora negríssima, de escuridão ainda mais profunda e horrenda, pois agora trai-se com pleno conhecimento e com almas que trazem o Selo da Redenção.8 (Não rejeiteis o Meu Dom)
Para muitos, estas revelações proféticas serão chocantes e muito perturbadoras. Podeis também estar a perguntar-vos se esta ideia da «Paixão da Igreja» não será apenas alguma noção estranha e marginal da nossa parte.
Não é. Como se expõe abaixo, a convicção de que a Igreja deve atravessar a sua própria Paixão à imitação do seu Senhor é ensinamento fundamental da Igreja, plenamente inscrito na tradição católica, e dela falam os santos, os místicos, os estudiosos e o Catecismo da Igreja Católica.
E as nossas Mensagens, longe de serem uma rejeição da Igreja Católica, são uma proclamação do seu mistério divino e da fé na sua renovação final.
A Paixão
O Catecismo, resumindo a Sagrada Escritura e a Tradição, ensina que «a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes … [em que] seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição» (CIC, 675, 677).
Como Jesus crucificado, a Igreja será traída, humilhada, torturada – e parecerá vencida e morta.
É uma verdade tão crucial, e no entanto verificamos que tantos católicos a ignoram por completo. Vale a pena, pois, repetir: o próprio Catecismo ensina que a Igreja deve – não «pode», mas deve – passar pela sua própria Paixão de terríveis sofrimentos e traições antes de ser renovada na glória.
Várias aparições marianas modernas advertem para esta provação.9 Em Akita – uma aparição mariana aprovada –, Nossa Senhora adverte:
A obra do demónio infiltrar-se-á até na Igreja, de tal maneira que se verão cardeais opor-se a cardeais, bispos contra bispos. Os sacerdotes que me veneram serão desprezados e contrariados pelos seus confrades … a Igreja estará cheia daqueles que aceitam compromissos, e o demónio impelirá muitos sacerdotes e almas consagradas a deixar o serviço do Senhor.10
Santos modernos como Faustina, o Padre Pio e o Papa João Paulo II indicaram que esta provação se aproxima a passos largos, ou que já está aqui.
São Padre Pio terá dito ao Padre Gabriel Amorth, o falecido exorcista-chefe de Roma: «Foi Satanás que foi introduzido no seio da Igreja e que, dentro de muito pouco tempo, chegará a governar uma falsa Igreja.»11
Em 1976, o cardeal Karol Wojtyla, o futuro Papa João Paulo II, disse: «Estamos agora perante a confrontação final entre a Igreja e a anti-Igreja, do Evangelho contra o anti-Evangelho.»12
E observadores contemporâneos também o pressentem. D. Strickland exprimiu-o assim: «Neste momento, a Igreja não está a entrar num momento de glória. Está a subir o Calvário.»13
Portanto, repetimos: esta noção de a Igreja atravessar a sua Paixão não é nada de «estranho» das nossas Mensagens. É uma parte firme – ainda que demasiadas vezes negligenciada – do ensinamento católico. E um número crescente de pessoas sente que está a acontecer agora.14
Francisco e Leão
E é precisamente com esta compreensão da Paixão da Igreja que podemos entender melhor Francisco e Leão. Tanto católicos simples como instruídos têm ficado profundamente perturbados com a confusão espalhada com audácia por Francisco – e agora, mais subtilmente, por Leão. De facto, alguns estudiosos católicos foram mais longe. Considerando toda a heresia, os problemas doutrinais e os danos profundos causados à Igreja por Francisco e Leão, alguns sustentam que é mais fácil conciliar os ensinamentos católicos sobre a infalibilidade e a indefetibilidade com o facto de estes homens serem usurpadores e antipapas do que com serem verdadeiros papas.15
D. Strickland, no decurso de uma profunda reflexão sobre a verdadeira autoridade e a obediência na Igreja, advertiu para a perspetiva de uma falsa autoridade:
Devemos também estar conscientes da possibilidade de que, em algum momento, Deus permita que um impostor se sente na cátedra de Pedro… a verdadeira Igreja permanecerá intacta, embora talvez, por um tempo, regresse às catacumbas.16
A respeito de Francisco, o falecido cardeal Pell escreveu: «Comentadores de todas as escolas … concordam que este pontificado é um desastre em muitos ou na maioria dos aspetos; uma catástrofe.»17
O académico inglês John Rist disse que os danos causados por Francisco poderão ser piores do que tudo o que a Igreja alguma vez experimentou.18
E D. Strickland escreveu sem rodeios: «Francisco já não ensina a fé católica.»19 Noutro lugar, disse que o Vaticano de Francisco está «a desmantelar … a Igreja de Cristo[,] substituindo-a … por uma nova estrutura de inspiração diabólica, a “sinodalidade”, que … é uma nova Igreja que não é de modo nenhum católica».20
E Leão? D. Strickland faz notar que o próprio Leão «não cessa de sublinhar que está a continuar o que o seu predecessor começou».21 Strickland chama a isto «uma estratégia mais astuta» do inimigo, na qual o inimigo «reveste o erro de vestes tradicionais»,22 observando que, embora o Vaticano de Leão pareça muitas vezes tradicional e católico:
- «A mensagem, muitas vezes, não o é.
- As nomeações não o são.
- O silêncio perante o erro não o é.
- A persistência de vozes heterodoxas em posições de poder não o é.
- A ambiguidade no ensino moral não o é.»23
Sejamos claros. D. Strickland não acusa Francisco nem Leão de serem falsos papas, como fazem as nossas Mensagens. Mas o que ele e muitos outros comentadores disseram sobre a destruição que estes homens causaram à Igreja coincide, em muitos aspetos, com o que cremos ser a luz divina das nossas Mensagens.
As portas do Inferno
Sabemos que, para muitos católicos fiéis, falar de Francisco e de Leão como usurpadores é chocante e muito difícil de aceitar. E alguns perguntarão: não contradizem tais afirmações a promessa de Nosso Senhor de que as portas do Inferno não prevalecerão contra a Sua Igreja (Mt 16, 18)? É uma pergunta importante, que esperamos tratar mais plenamente num futuro próximo. Aqui, limitaremos a nossa resposta a alguns pontos breves.
Primeiro: Jesus nunca prometeu que seríamos poupados a antipapas, a usurpadores ou à ausência temporária do papado num tempo de crise.24 E nunca prometeu que a Igreja seria poupada a uma provação terrível sem solução humana. O que Ele prometeu é que a Sua Igreja triunfará no fim. Essa é a promessa em que podemos ter total confiança.
Mas essa promessa deve ser entendida à luz do Mistério Pascal – de Nosso Senhor e do Seu Corpo Místico, a Igreja.
Vimos que o Catecismo ensina que a Igreja imitará o seu Senhor na Sua Paixão. Pensemos no que isso pode significar. Durante a Paixão de Jesus, o Pai permitiu que a Sua proteção divina fosse retirada por um tempo. Ele pareceu abandonar o Seu Filho. O resultado: a blasfémia até então inimaginável da tortura e do assassínio do próprio Deus, e o Seu abandono por quase todos os Seus seguidores. Tinham as portas do Inferno triunfado? Certamente foi assim que muitos devem ter-se sentido durante aquelas horas terríveis da Sexta-Feira Santa e do Sábado Santo.
E se a Igreja de Jesus deve imitá-Lo neste sofrimento, não deveremos esperar que o seu sofrimento seja tão terrível, tão misterioso, que uma vez mais – para muitos – as portas do Inferno parecerão ter triunfado? Recordemos: o Catecismo diz que a severidade da provação da Igreja «abalará a fé de numerosos crentes».
Mas, claro, é precisamente na fé que sabemos o que realmente acontece. O Inferno não venceu há dois mil anos, e o Inferno não vencerá agora. Jesus, na Sua Ressurreição, triunfou sobre as portas do Inferno. Sabemos que o Seu Corpo Místico, a Igreja – por mais atacada, abandonada ou traída que seja –, triunfará também no fim. Mesmo que não saibamos como nem quando.
Essa vitória não depende de homem algum, mas de Deus. Como disse D. Strickland:
É importante lembrar que a nossa esperança não está em líderes humanos, mas só em Cristo. … Cristo é a Cabeça da Igreja, e Ele nunca abandonará a Sua Esposa. Mesmo que os homens falhem, Deus proverá o que for necessário para a preservação da Igreja. … Porque a nossa esperança não está nos homens. A nossa esperança está em Jesus Cristo, que reina sobre a Sua Igreja mesmo quando os seus administradores são infiéis.25
3. Cisma e excomunhão
É nestas circunstâncias – a Paixão da Igreja – que o Padre João Maria foi acusado de cisma e declarado excomungado. Cremos que estes atos são injustos. Como afirmámos no início, afirmamos todos os ensinamentos da fé católica, incluindo a autoridade do verdadeiro papado, e não temos qualquer intenção de deixar a verdadeira Igreja Católica que Nosso Senhor Jesus estabeleceu.
Cisma?
O que é o cisma? É a recusa de submissão ao papa.26 Ao contrário da heresia ou da apostasia, o cisma não implica a rejeição de nenhuma verdade da fé católica.27
O Padre João Maria foi acusado de cisma porque nós, a Missão da Divina Misericórdia, publicámos Mensagens que identificam Francisco e Leão como usurpadores e não como papas válidos. E porque cremos, após longo discernimento em oração, que estas Mensagens vêm verdadeiramente de Deus, devemos, em consciência, retirar a obediência a estes homens.
Isso faz do Padre um cismático?
Não – não se estas Mensagens forem autênticas. Se estes homens não são papas, o Padre não pode ser cismático por não se submeter a eles.
Mas e se estivermos errados, e estas Mensagens não vierem de Deus, e Francisco e Leão forem verdadeiros papas?28 Isso faz do Padre um cismático?
Não. Eminentes canonistas e teólogos sustentam desde há muito que a pessoa que retira a submissão por causa de dúvidas sinceras e graves sobre a validade de um papa não é culpada de cisma – não está a rejeitar o papado; está a recusar submeter-se a um homem que, segundo crê, não é o papa.29
E embora tenha sido a nossa crença sincera nas Mensagens que nos impeliu a declarar publicamente que Francisco e Leão são usurpadores, as dúvidas acerca destes homens não se limitam à nossa situação e às nossas Mensagens. Vários estudiosos e comentadores católicos reputados apresentam razões para tais dúvidas baseando-se unicamente em provas humanas.30
Assim, uma vez mais, cremos que o Padre não é cismático e que isso se tornará claro no tempo do Senhor. Confiamos o juízo final sobre esta questão à verdadeira autoridade da Igreja, uma vez dissipada por Deus a presente confusão.
Excomunhão?
A acusação de cisma resultou na sentença de excomunhão do Padre, a qual, se fosse válida, significaria essencialmente que o Padre perdeu a comunhão com a Igreja e que não lhe é permitido celebrar nem receber os sacramentos enquanto não se arrepender do seu delito.
É uma pena grave – a última coisa que ele ou nós queremos é estar fora da Igreja de Cristo – e, se acreditássemos que a excomunhão é válida e fundada, nada valeria a pena de a incorrer.
Mas a excomunhão pode ser infligida injustamente. Santo Atanásio, Santo Arialdo, Santa Joana d’Arc e Santa Mary MacKillop foram todos excomungados – e todos, mais tarde, vindicados como filhos e filhas leais de Cristo.
E acima de tudo está o exemplo de Nosso Senhor, que morreu expulso da própria instituição que Deus tinha estabelecido como precursora e símbolo da Sua Igreja. Portanto, nem todas as excomunhões são justas e válidas aos olhos de Deus, e cremos que é esse também o caso na situação do Padre.
Demissão do estado clerical (ou laicização)?
A segunda pena infligida ao Padre é a demissão do estado clerical, comummente chamada laicização. Também esta pena tomamos muito a sério; mas, tal como a pena de excomunhão, cremos que é injusta e que, por obediência a Deus, o Padre não pode submeter-se a ela.
É importante compreender o que esta pena faz e não faz. O próprio direito da Igreja é claro: a sagrada ordenação, uma vez validamente recebida, nunca é anulada (cânon 290)31 – um sacerdote é sacerdote para sempre, «segundo a ordem de Melquisedec». A demissão do estado clerical não remove o sacerdócio nem o poder de confecionar os sacramentos; apenas proíbe o sacerdote, por parte de quem detém a autoridade, de exercer esse poder (cânon 292).32 Assim, os sacramentos que um tal sacerdote celebra permanecem reais: em particular, na Missa, a hóstia continua a tornar-se o Corpo de Nosso Senhor e, em certos casos, ele pode ainda absolver validamente.33 As autoridades qualificariam estes atos de válidos mas ilícitos – isto é, verdadeiros, mas realizados sem permissão.
Mas cremos que, no caso do Padre, eles seriam ao mesmo tempo válidos e lícitos aos olhos do Senhor.
4. Responder a uma crise sem precedentes
Como responder, então, a esta pena que cremos ser ao mesmo tempo injusta e inválida? E como devem responder aqueles de vós que creem nas Mensagens e se sentem chamados a participar na Missão da Divina Misericórdia? Antes de olhar diretamente para estas perguntas, consideremos primeiro que orientações dá a Igreja para responder a uma crise.
Estamos em crise?
As nossas Mensagens, e uma abundância de provas humanas, indicam que a Igreja está numa crise como nunca antes se viu.
Uma vez mais, sabemos que muitos bons católicos não têm consciência desta crise, porque a vida da sua própria paróquia parece normal.
É compreensível; mas muitos católicos vigilantes têm consciência dela, incluindo D. Strickland, que disse categoricamente: «A Igreja está em estado de emergência»,34 e que ela está «a ser desmantelada – não pelos seus inimigos de fora, mas por aqueles que, dentro dos seus muros, trocam o Evangelho de Jesus Cristo pela aprovação do mundo. … As ovelhas estão dispersas. Os lobos usam mitras.»35
Como as nossas Mensagens confirmam, isto não é exagero.
O historiador Darrick Taylor escreveu recentemente que «a afirmação de que a Igreja obviamente não está em estado de emergência parece – bem, parece desvairada ao ponto da loucura, como de alguém que está a sofrer uma rutura psicótica com a realidade». Entre as provas mais fortes que Taylor aponta estão três documentos do Vaticano escritos ou autorizados por Francisco e até agora ratificados por Leão – Amoris Laetitia, a declaração de Abu Dhabi e Fiducia Supplicans –, todos os quais «contradizem abertamente um ensinamento católico que não é apenas antigo, mas está contido na Revelação divina».36 Os supostos Vigários de Cristo estão a desafiar Cristo – nos seus ensinamentos públicos, supostamente magisteriais. Como é que isso não é uma emergência?
Concordamos com Taylor: as ações de Francisco e de Leão bastam, por si sós, para dar o alarme. Mas é ainda pior. Com atrozmente raras exceções, os pastores da Igreja permanecem em silêncio – ou, pior, apoiam abertamente – enquanto Francisco e Leão sabotam o ensinamento de Cristo. É certamente uma das grandes razões por que tantos católicos não têm consciência da crise: se os seus próprios bispos não veem problema, é porque não deve haver nenhum. O silêncio dos bispos nega aos católicos a orientação que os pastores lhes devem e agrava enormemente a emergência. Será de admirar, então, que Deus esteja a suscitar vozes proféticas para dar o alarme?
A obediência a Deus
Como nos chama o Senhor a responder quando a hierarquia se corrompeu? Obedecendo-Lhe. Obedecendo ao Seu Evangelho. Obedecendo aos ensinamentos perenes da Igreja. Mesmo que isso signifique retirar a obediência a autoridades humanas corruptas quando necessário.
Não somos, pois, chamados a rejeitar a obediência, mas a vivê-la na verdade.
Desde as primeiras Mensagens que a Irmã Amapola recebeu, o Senhor sublinhou a importância da santa obediência. Em 2018, deu-lhe toda uma reflexão sobre este tema e pediu-nos que a partilhássemos com o nosso Arcebispo. Sublinhava a importância da obediência, mas também o modo de a entender corretamente.
Nessa Mensagem, o Senhor disse que há «uma diferença extrema entre a obediência aos homens e a obediência a Mim», e que a obediência humana deve estar ao serviço da obediência a Deus, mas que demasiadas vezes não está.
É uma reflexão muito útil sobre o que é a verdadeira obediência a Deus e ao homem, e encorajamo-vos a ler a Mensagem inteira.37
Devemos sempre obedecer a Deus. D. Strickland, resumindo o ensinamento de São Tomás de Aquino,38 diz: «A Deus deve obedecer-se em TODAS as coisas, mas às autoridades humanas deve obedecer-se em CERTAS coisas.»39 E a nossa obediência deve ser guiada pela lei suprema da Igreja – a salvação das almas.40
Normalmente, a obediência a Deus inclui a obediência às autoridades humanas, civis e religiosas; mas por vezes, como numa crise, as coisas podem mudar. D. Strickland adverte para o perigo de uma hierarquia corrupta fazer da obediência uma arma contra o Depósito da Fé:
Quando a Igreja está fraca e a sua liderança terrena está gravemente corrompida … não há nada mais grave do que a compreensão distorcida da autoridade e da obediência que agora encontramos tão disseminada. … a própria obediência que foi divinamente instituída por Deus … [é] transformada em arma por alguns para servir os seus próprios interesses e desviar da verdade os incautos.41
É por isso que tantos católicos se sentem confusos e desorientados. Demasiadas vezes lhes é pedido que comprometam a sua fé – sobre Cristo como único caminho de salvação, sobre a justa veneração de Maria, sobre a verdade acerca do matrimónio e da sexualidade, e sobre muitas outras verdades –, tudo em obediência a uma hierarquia corrupta que está a faltar à obediência a Deus.
E como hão de os fiéis responder a esta instrumentalização da obediência? De novo, D. Strickland:
[S]empre que o uso da autoridade cause dano a uma verdade divina, como quando um sacerdote ou um bispo põe em causa o Depósito da Fé … então qualquer pessoa tem o direito, e na verdade até o dever solene, de resistir a esse erro – independentemente das consequências potencialmente negativas que possa enfrentar.42
Um direito, e até um dever solene, de resistir ao erro. Mesmo que sejais atacados por isso. Mesmo que vos chamem «desobedientes».
E seríeis desobedientes a Deus neste caso? Não; como observa D. Strickland:
Longe de violar o princípio católico da obediência, esta resistência a um abuso de autoridade consolida e reforça, na realidade, o princípio da obediência, porque é obediência à autoridade suprema – Jesus Cristo.
[M]uitos santos e doutores da Igreja … falaram-nos de um tempo que viria em que seria necessário que os fiéis se opusessem àqueles que parecem deter a «autoridade» dentro da hierarquia.43
Portanto, D. Strickland não nega a importância da santa obediência corretamente entendida; reconhece como ela pode ser – e está a ser – abusada.
Exemplos
Consideremos três santos: o Padre Pio, Atanásio e Joana d’Arc. Todos a esforçar-se por obedecer a Deus. Todos a esforçar-se por salvar almas.
O Padre Pio obedeceu aos seus superiores eclesiásticos mesmo quando a disciplina deles era injusta, discernindo que Deus lhe pedia essa obediência humilde e sacrificial.
O discernimento de Atanásio conduziu-o a uma resposta diferente. Vivendo no século IV, quando a esmagadora maioria dos bispos tinha abraçado a heresia ariana, Atanásio permaneceu fiel a Jesus. Excomungado por centenas de bispos, e até brevemente pelo papa, Atanásio continuou, ainda assim, a sua obra. Para defender a fé, ordenou homens para o sacerdócio em dioceses fora da sua. Servia e consolava os fiéis, que muitas vezes tinham de se reunir para o culto em lugares improvisados, encorajando-os na sua recusa de se submeterem aos bispos heréticos ou de assistirem às suas liturgias. Disse aos fiéis, numa frase célebre: «[E]les têm os edifícios [os edifícios das igrejas], mas vós tendes a Fé Apostólica.»44 Tudo isto fez Atanásio por obediência a Deus.
A Joana d’Arc, um tribunal da Igreja ordenou que repudiasse as suas revelações celestes como falsas e vindas do diabo. Conhecendo as penas terríveis que enfrentava por dizer não – ser excomungada e queimada na fogueira –, recusou mesmo assim. Não podia repudiar o que Deus lhe tinha revelado como verdadeiro.45
Três grandes santos. Três respostas diferentes às autoridades humanas. Todos a obedecer a Deus.
E mais um ponto sobre o Padre Pio. A sua obediência é demasiadas vezes mal usada para justificar exatamente aquela instrumentalização da obediência de que falava D. Strickland. Sim, o Padre Pio aceitou as ações injustas contra ele – mas não estava a ser forçado a abraçar a heresia, a rejeitar mandamentos divinos que se sabe em consciência deverem ser obedecidos, nem a submeter-se a usurpadores. Se fosse de outro modo, pensamos poder estar confiantes de que o Padre Pio teria recusado a sua obediência.
De tudo isto, podemos destacar quatro princípios-chave:
- Devemos sempre obedecer a Deus.
- Deveríamos obedecer às autoridades humanas legítimas, dentro dos devidos limites.
- Se as autoridades agem contra as leis de Deus, ou se não são autoridades legítimas mas usurpadores, pode ser-nos necessário recusar-lhes a obediência precisamente para obedecer a Deus.
- As leis superiores – acima de todas, a salvação das almas – devem prevalecer sobre as leis menores, especialmente em tempos de emergência ou de crise.
A nossa situação:
Esforçamo-nos por imitar estes santos na sua fidelidade a Deus. Nas nossas circunstâncias, cremos que, como com Atanásio e Joana d’Arc, ser obedientes a Deus exige por vezes recusar a obediência às autoridades humanas – e mais ainda a usurpadores. Como diz D. Strickland:
A obediência é santa. Mas a obediência nunca significou cooperar na erosão da Fé. Há um momento em que continuar a esperar se torna uma forma de rendição. Esse momento chegou.46
5. Seguir em frente
Perante tudo o que expusemos, o que significa isto, daqui em diante, para a Missão da Divina Misericórdia – e para vós, nossos amigos?
O discernimento de MDM
Primeiro, sabemos que obedecer a Deus deve ser a estrela polar que guia as nossas ações. Cremos que, nesta crise da nossa Santa Mãe Igreja, Deus está a pedir ao Padre João Maria e a MDM que continuemos o nosso ministério. E assim, com a Sua graça, continuaremos. Cremos que este é precisamente o tempo para o qual Deus, na Sua providência, tem vindo a preparar MDM, e que a nossa missão é agora mais importante do que nunca.
O vosso discernimento
Mas talvez vos estejais a perguntar: qual é, para vós, a coisa certa a fazer?
Compreendemos como estas questões podem ser difíceis e confusas para católicos que procuram verdadeiramente ser fiéis. Como temos dito muitas vezes, não pretendemos ser especialistas em direito canónico nem em teologia. As nossas observações abaixo procedem, na sua maior parte, não de uma competência erudita, mas de mais de trinta anos de aprendizagem no terreno na procura da vontade de Deus e no discernimento das Suas mensagens proféticas. E da nossa fé em Jesus Cristo – da nossa confiança de que Ele não deixará de guiar os que sinceramente procuram seguir a Sua vontade, nem de ser misericordioso para com eles quando tropeçam ao tentar fazê-lo. Considerai como, durante o grande Cisma do Ocidente do século XIV, muitos católicos sinceros, e até santos, estiveram divididos sobre quem era o verdadeiro papa. Catarina de Sena reconheceu o verdadeiro papa; mas Vicente Ferrer, por um tempo, reconheceu em vez dele um antipapa. E, no entanto, ambos se contam hoje entre os santos.
Assim, neste tempo difícil, pedi a Deus, com um coração sincero e humilde, que vos ajude a discernir a Sua vontade para vós. E confiai na Sua misericórdia.
Excomungados?
Muitos talvez se perguntem se sereis declarados excomungados por virdes à Missa na Missão. As nossas consultas canónicas indicam que é improvável que alguém seja formalmente declarado excomungado. Isso requer normalmente um inquérito formal e um processo devido.
Mas mesmo que uma verdadeira declaração jurídica de excomunhão por associação com MDM seja improvável para os leigos, a ameaça da excomunhão como fator de intimidação, e as consequências práticas e sociais, serão bem reais. Poderão tomar muitas formas, incluindo a exclusão de funções, grupos e ministérios nas paróquias.
Cismáticos?
Vem depois a grave questão de saber se seríeis cismáticos, ou estaríeis a pecar, ao vir à Missa na Missão.
Cremos que a resposta é não. Não, se as nossas Mensagens são verdadeiras. Não, se a Igreja está numa crise grave. Estaríeis a responder ao chamamento de Deus para estar com a Sua Igreja na sua Paixão e para vos juntardes ao combate espiritual da Reconquista.
Tomar decisões em tempos de incerteza e de confusão
Mas talvez pergunteis: Como posso ter a certeza?
É uma pergunta difícil para os católicos de hoje. Mas não apenas acerca das Mensagens que partilhamos. Um dos sinais gritantes do nosso tempo é a confusão dentro da própria Igreja: tantas verdades foram postas em questão nas últimas décadas – até pelo próprio Vaticano. Essa é a fonte mais profunda da incerteza atual.
Mas as vozes proféticas comportam sempre, em si mesmas, alguma incerteza e discernimento. Ao longo da história, muitas vezes as pessoas tiveram de tomar uma decisão sobre o testemunho de um profeta sem o conforto de esperar anos por um veredicto oficial. Os profetas chamam as pessoas a despertar e a comprometer-se. Vemo-lo no Antigo Testamento. Vemo-lo no Evangelho, onde o próprio Nosso Senhor foi denunciado pelas autoridades religiosas – e, ainda assim, as Suas ovelhas conheciam a Sua voz e seguiam-No. Em tempos críticos, temos muitas vezes de fazer o nosso melhor no meio da incerteza, sem deixar que essa incerteza nos paralise. Devemos discernir a vontade de Deus o melhor que pudermos – e agir. Recordemos São José, que se levantou imediatamente, de noite, e levou a sua família para o Egito com base num sonho.
A nossa Mãe Santíssima deu estas palavras consoladoras sobre o discernimento numa das suas Mensagens à Irmã Amapola:
Meus filhos, se o Pai envia o Seu Dom, a Sua Ação, não enviará também a Sua Luz, para que saibais que é Ele Quem está a atuar?
Se estais unidos a Ele pela Graça, pela vossa Fé e humildade, se conheceis a Sua Voz, o Seu Coração, não reconhecereis a Sua Voz e a Sua Ação? (Meus filhos, silêncio diante de Deus)
Assim, embora a confusão seja uma parte real desta provação, podemos estar certos de que Deus é misericordioso e guiará fielmente os que O procuram sinceramente.
Deus deu-nos também os meios ordinários do discernimento, como o Depósito da Fé, a oração, os sacramentos, a intercessão dos anjos e dos santos, a direção espiritual e, muito importante, uma consciência bem formada unida à virtude da prudência, que aplica os princípios morais imutáveis (incluindo que devemos sempre obedecer a Deus e que a salvação das almas é a lei suprema da Igreja) às nossas circunstâncias particulares, na prossecução do bem.47
Todos estes recursos nos podem ajudar a discernir a vontade de Deus.
Ao mesmo tempo, vale a pena recordar que, como vimos com Santa Catarina de Sena e São Vicente Ferrer, pessoas sinceras podem chegar de boa-fé a conclusões diferentes sem perder a bênção de Deus.
Chegámos a crer, após longos períodos de oração e discernimento, que as Mensagens que a Irmã Amapola recebe vêm de Deus – e que Ele nos chama a defender a Sua Igreja. Mas sabemos que não está em nosso poder transmitir-vos, sem mais, as nossas convicções. Só Deus vos pode mostrar a Sua vontade. E confiamos que o fará, se pedirdes e discernirdes sinceramente.
A arquidiocese verá sem dúvida as coisas de outra maneira e poderá, como se notou acima, procurar impor alguma forma de consequências.
Por fim, porém, citemos uma vez mais D. Strickland, para uma perspetiva útil ao vosso discernimento.
A crise na Igreja não se resolverá esperando pelo documento certo, pelo comité certo ou pelo momento certo. A história nunca foi salva assim. A fé sempre foi defendida por homens e mulheres que se mantiveram de pé quando isso lhes custava alguma coisa. …
Sede, pois, quem se mantém de pé. Estai de pé com a Mãe. Estai de pé diante da Eucaristia. E mantende-vos firmes – mesmo que estejais sós.48
Reflexões finais, conforto e agradecimentos
Queremos deter-nos um momento para falar da dolorosa confusão e divisão que muitos católicos de bom coração estão atualmente a viver na sua paróquia, entre os seus amigos e até dentro das suas famílias. Nós, na Missão, experimentámos esta dor em primeira mão. Alguns de vós concordam fortemente connosco. Outros discordam fortemente.
Os últimos treze anos sob Francisco, e agora sob Leão, têm sido especialmente difíceis para muitos católicos fiéis, que não cessam de se perguntar: como pode um verdadeiro Papa dizer e fazer tais coisas? E, por outro lado, as Mensagens que cremos que Deus nos pediu para partilhar são também vistas por alguns como fonte de divisão e desobediência, como tantas vezes acontece com a profecia.
Cremos que a dor destas divisões é, ela própria, parte da Paixão que a Igreja está a viver. Como havemos, então, de viver estas tensões? Com paciência. Com humildade. E, acima de tudo, com caridade. Confiamos que, se o fizermos, o Espírito Santo nos unirá numa unidade ainda mais profunda – na Sua Misericórdia e no Seu Amor – quando este tempo de trevas e de divisão tiver passado. Uma unidade na renovada Igreja de Deus: una, santa, católica e apostólica.
Àqueles que nos amam mas se sentem feridos e confundidos pelas nossas ações, e àqueles que estão ansiosos por nós e pelas consequências que possamos enfrentar: agradecemos-vos todas as vossas orações, sacrifícios, apoio e solicitude. E sabei que, quer o vosso discernimento vos conduza às nossas conclusões, quer a outras, permaneceis nas nossas orações.
E, por favor, continuai a rezar por nós. Rezai para que, se estivermos errados, o possamos reconhecer humildemente; e para que, se estivermos certos, possamos continuar fielmente.
Repetimos o que Deus tantas vezes nos recorda: Não temais. Estai em paz. Tende Fé n’Ele.
Eu amo-vos. Eu reuni-vos no Meu Coração para que Comigo participeis, coopereis, na restauração de tudo o que foi criado. Ficai, pois, COMIGO, na espera da Minha Ação … sabendo que TUDO está nas Minhas mãos, sem temor nem ansiedade, na certeza de que sois MEUS. (Em guarda – Ficai Comigo)
Ele conduzir-nos-á, através desta hora escura, até à Sua luz.
Refugiemo-nos no Coração Imaculado da Nossa Mãe Santíssima.
Jesus, nós confiamos em Vós. Vinde, Senhor Jesus.
Notas
- Ver a secção 3: «Cisma e excomunhão». ↑
- O documento do Vaticano publicado em 2023 que autoriza bênçãos para relações entre pessoas do mesmo sexo e outras uniões irregulares e objetivamente pecaminosas. ↑
- Embora creiamos que «Jorge Bergoglio» e «Robert Prevost» são as maneiras mais exatas de designar, respetivamente, o anterior e o atual ocupante da Cátedra de Pedro, dado o que o Senhor disse deles nas Mensagens da Reconquista – que são usurpadores –, chamá-los-emos geralmente, por simplicidade e familiaridade, «Francisco» e «Leão», respetivamente, ao longo desta declaração. ↑
- Embora a sentença de cisma e a pena de excomunhão visem formalmente apenas o Padre João Maria, têm implicações claras para a nossa Comunidade; é por isso que falamos muitas vezes da situação na primeira pessoa do plural. ↑
- «[E]m todos os tempos não faltaram pessoas com o espírito de profecia, não certamente para a declaração de alguma nova doutrina de fé, mas para a direção dos atos humanos.» Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 174, a. 6. ↑
- https://pillarsoffaith.net/. ↑
- D. Joseph E. Strickland, A Church Without Its Mother. ↑
- Ele refere-Se ao selo do Batismo. ↑
- Ver, por exemplo, as aparições de Nossa Senhora do Bom Sucesso e de La Salette, bem como as de Akita. ↑
- O contexto de Nossa Senhora de Akita e as Mensagens completas podem encontrar-se aqui: Our Lady of Akita. ↑
- Para o Padre Pio, as profecias de desastres naturais e causados pelo homem empalideciam, ao que parece, em comparação com esta terrível verdade. «Nada disso lhe importava», disse o Padre Amorth, «por mais aterradoras que essas coisas viessem a revelar-se, exceto a grande apostasia dentro da Igreja. Era esta a questão que verdadeiramente o atormentava, pela qual rezava e oferecia grande parte do seu sofrimento, crucificado por amor.» O Padre Amorth relatou a sua conversa com o Padre Pio ao jornalista espanhol José María Zavala, que a registou no seu livro El secreto mayor guardado de Fátima: Una investigación 100 años después (Ediciones Martínez Roca, 2017). ↑
- Cardeal Karol Wojtyla (João Paulo II), discurso de 1976 aos bispos americanos, reproduzido na edição de 9 de novembro de 1978 do Wall Street Journal. ↑
- Strickland, Passion Leads to the Resurrection. ↑
- Para exemplos de um amplo leque de católicos – clérigos, religiosos e leigos – que exprimem profunda preocupação com o estado da Igreja desde a chegada de Francisco ao poder, ver os Recursos sobre a crise de MDM (em inglês). ↑
- No seu livro Saints vs Antipopes, o Dr. Edmund Mazza examina, entre outras questões, o ensinamento da Igreja sobre a possibilidade de os papas caírem em heresia. Nota que a Igreja tem geralmente ensinado que nenhum verdadeiro papa poderia proclamar formalmente uma heresia. Embora haja algum debate sobre o que isto significa exatamente – por exemplo, D. Athanasius Schneider parece ter defendido que um papa, sem errar no seu magistério extraordinário, poderia fazê-lo no seu magistério ordinário –, o consenso esmagador dos teólogos ao longo dos séculos é que, mesmo no seu magistério ordinário, um verdadeiro papa está protegido de ensinar formalmente a heresia, ou pelo menos qualquer erro que pusesse em perigo a salvação das almas. Nesta perspetiva, levantar-se-iam graves dúvidas sobre a validade de um pretendente ao papado que professasse pública e persistentemente opiniões heréticas. Saints vs Antipopes: Evil in the Church of Rome Convicted & Evicted (autopublicado, 2026); ver especialmente o capítulo 3, «Christ’s Promise: Peter’s Unfailing Faith». ↑
- Strickland, Obedience and Authority (o destaque é nosso). ↑
- Cardinal Pell Memo. ↑
- «É preciso recuar até à controvérsia ariana para encontrar algo comparável. Mas penso que, quanto ao dano que agora pode causar, ao que pode vir a acontecer à Igreja no futuro, isto vai causar mais problemas, mais do que qualquer outra coisa que já vimos.» https://edwardpentin.co.uk/professor-rist-the-catholic-church-could-be-facing-a-crisis-worse-than-the-arian-controversy-of-the-4th-century/. ↑
- Strickland, Open Letter to the USCCB. ↑
- Ibid. ↑
- Strickland, The Mirage of Mercy. ↑
- Strickland, A Rose by Any Other Name. ↑
- Ibid. ↑
- Mazza oferece uma perspetiva histórica sobre o modo como a Igreja perseverou no meio de perturbações no papado, notando, por exemplo, que houve períodos em que a Igreja esteve sem papa por um tempo prolongado, incluindo uma vez durante quase três anos, após a morte de Clemente IV; que a Igreja suportou em Roma o reinado de um antipapa (Anacleto II) durante oito anos, enquanto o verdadeiro papa (Inocêncio II) teve de fugir para norte em busca de apoio; e que, durante o período do Cisma do Ocidente, até alguns santos discordaram sobre quem era o verdadeiro papa e quem era o antipapa. O propósito não é certamente banalizar a importância do papado, mas, pelo contrário, mostrar como, mesmo quando esta instituição tão crucial da Igreja sofreu perturbação e confusão, Deus continuou a proteger a Sua Igreja. E, por mais severa que possa ser tal perturbação no futuro, Deus continuará a proteger a Sua Igreja. Saints Vs. Antipopes, 16-19, 26-31. Ver também a entrevista de Mazza com John-Henry Westen, do LifeSite News, Saints Vs. Antipopes. ↑
- Strickland, Passion Leads to the Resurrection. ↑
- O direito canónico define o cisma como «a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice [isto é, o Papa] ou da comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos» (CDC, cân. 751; ver também CIC, 2089). ↑
- As pessoas confundem muitas vezes o cisma com a heresia e a apostasia. A heresia é «a negação pertinaz, depois de recebido o Baptismo, de alguma verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou ainda a dúvida pertinaz acerca da mesma» (CDC, cân. 751). Foi disso que Martinho Lutero se tornou culpado, por exemplo, ao negar a instituição do papado, o papel do livre-arbítrio na salvação, o sacramento da penitência e muitas outras verdades. Ou aquilo de que muitos católicos são culpados hoje, por exemplo, ao negarem consciente e voluntariamente os ensinamentos da Igreja sobre o matrimónio e a sexualidade. A apostasia é «o repúdio total da fé cristã» (CDC, cân. 751). Apóstata é aquele que deixa o cristianismo por outra religião, ou porventura pelo ateísmo. ↑
- Poderíamos estar enganados no nosso discernimento acerca das Mensagens? É certamente uma possibilidade. E, se viéssemos a reconhecer que estamos em erro, admiti-lo-íamos prontamente – porque estar na nossa posição atual é muito duro. Só podemos dizer de novo – e não vamos repassar todos os elementos do nosso discernimento, que expusemos noutras ocasiões – que um discernimento cuidadoso e orante, ao longo de vários anos, nos convenceu de que as Mensagens eram autênticas, de tal modo que não podíamos negá-las sem crer que estávamos a negar Nosso Senhor. Em boa consciência, não podíamos fazer outra coisa. ↑
-
O cardeal Caetano, o grande comentador do ensinamento de São Tomás de Aquino, está entre os que sustentam esta posição, explicando que uma tal pessoa não comete o delito de cisma, «desde que esteja pronta a aceitar o papa, não fosse ele tido em suspeição», isto é, em dúvida. (Ver Caetano, Commentarium, 1540, II-II, 39, 1.)
A posição do cardeal Caetano leva a sério o facto de católicos sinceros poderem ter dúvidas graves e legítimas acerca de um pretendente ao papado, como no caso de um antipapa, mas reconhece também o dever dos bons católicos de prestar obediência uma vez removidas essas dúvidas. ↑
-
Mais uma vez, para se ter uma ideia dos muitos católicos ponderados – clérigos, religiosos e leigos – que exprimiram profunda preocupação com as ações de Francisco e de Leão, ver os Recursos sobre a crise de MDM (em inglês).
Curiosamente, o Padre não está sozinho, nestes tempos, a enfrentar acusações de cisma. Desde há pelo menos cem anos que era uma acusação muito rara na Igreja. Mas, nos últimos dez anos, houve um aumento dramático de casos de sacerdotes acusados de cisma. Talvez isso seja um reflexo da profunda confusão e das feridas que a nossa Igreja atravessa atualmente. ↑
- Cânon 290: «A sagrada ordenação, uma vez validamente recebida, nunca se torna inválida.» ↑
- Cânon 292: «O clérigo que perde o estado clerical … fica proibido de exercer o poder de ordem … [e] fica privado de todos os ofícios, funções e de qualquer poder delegado.» ↑
- A validade das confissões é uma questão mais complexa, à qual esperamos voltar num futuro próximo. Durante este processo canónico, o Padre não tem ouvido confissões. ↑
- Strickland, The Line in the Sand. ↑
-
Strickland, An Urgent Message. Eis um excerto mais longo:
A Igreja que amo está a ser desmantelada – não pelos seus inimigos de fora, mas por aqueles que, dentro dos seus muros, trocam o Evangelho de Jesus Cristo pela aprovação do mundo. … As ovelhas estão dispersas. Os lobos usam mitras. Permanecer em silêncio é participar no pecado. … Cristo não nos pede a nossa diplomacia – pede-nos a nossa fidelidade. Já não podemos fingir que estas traições são meros mal-entendidos. O mundo pode chamar a isto desafio; o Céu chama-lhe verdade. «Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens» (At 5, 29). (An Urgent Message.)
-
Taylor explica porque é que estes documentos são tão graves:
Nos últimos dez anos, o Pontífice Romano, o mestre infalível e guardião da Fé Apostólica,
- publicou um documento magisterial (Amoris Laetitia) que permite que pessoas em estado de pecado mortal recebam conscientemente a Comunhão, em contradição com as palavras claras de Jesus Cristo na Escritura;
- publicou a declaração de Abu Dhabi, afirmando que Deus quis positivamente a diversidade das religiões no mundo; e
- publicou um documento (Fiducia Supplicans) que permite bênçãos «espontâneas», mas supostamente não litúrgicas, de casais homossexuais.
E estes são apenas os exemplos mais flagrantes. Cada um destes documentos é de carácter magisterial, e o Vaticano, até agora, não os reviu nem corrigiu. Foram publicados pela mais alta autoridade da Igreja e são agora o ensinamento oficial da una, santa, católica e apostólica Igreja de Roma. Estes documentos contradizem abertamente um ensinamento católico que não é apenas antigo, mas está contido na Revelação divina (Escritura e/ou Tradição). Mais incrível ainda: o homem encarregado de disciplinar a Fraternidade São Pio X, o cardeal Fernández, foi, segundo todos os relatos, o escritor-fantasma do primeiro destes documentos e o autor principal do terceiro. (Waiting for a State of Emergency.)
- A verdadeira obediência. Encorajamos também a leitura da própria declaração de MDM sobre a obediência, Devemos obedecer a Deus. Tanto a Mensagem como a declaração vos darão uma compreensão mais completa do que cremos que o Senhor nos está a pedir. ↑
-
Ver Summa Theologiae, II-II, 104, 4-5:
Em sentido contrário, está escrito (Ex 24, 7): «Tudo o que o Senhor disse, faremos e seremos obedientes.»
…
De modo semelhante, há duas razões pelas quais um súbdito pode não estar obrigado a obedecer em tudo ao seu superior. Primeiro, por causa do mandato de um poder superior. Pois, como diz uma glosa sobre Rm 13, 2 – «Os que resistem [Vulgata: «aquele que resiste»] ao poder resistem à ordenação de Deus» (cf. Santo Agostinho, De Verb. Dom. viii) –: «Se um comissário der uma ordem, deves cumpri-la, se for contrária à ordem do procônsul? E se o procônsul mandar uma coisa e o imperador outra, hesitarás em desprezar o primeiro e servir o segundo? Portanto, se o imperador manda uma coisa e Deus outra, deves desprezar o primeiro e obedecer a Deus.» Segundo, um súbdito não está obrigado a obedecer ao seu superior se este lhe mandar algo em que não lhe está sujeito.
…
O homem está sujeito a Deus simplesmente e em todas as coisas, tanto internas como externas; por isso está obrigado a obedecer-Lhe em tudo. Os inferiores, pelo contrário, não estão sujeitos aos seus superiores em todas as coisas, mas apenas em certas coisas e de modo determinado; nessas, o superior está entre Deus e os seus súbditos, ao passo que, nas outras, o súbdito depende imediatamente de Deus, que o instrui pela lei natural ou pela lei escrita.
- Strickland, Obedience and Authority. ↑
- No Código de Direito Canónico, o cânon 1752 – o último de todos os cânones – determina que se tenha «diante dos olhos a salvação das almas, que deve ser sempre na Igreja a lei suprema». Por outras palavras, todas as outras leis da Igreja devem ser seguidas e aplicadas em conformidade com esta lei suprema da salvação das almas. Em emergências e noutras circunstâncias especiais, este princípio pode exigir que não se siga a aplicação habitual de uma lei, se esta entrar em conflito com a salvação das almas. Tal como, por analogia, pode ser preciso exceder o limite de velocidade pelo bem maior de salvar uma vida. ↑
- Strickland, Obedience and Authority. ↑
- Ibid. ↑
- Ibid. ↑
-
Atanásio, Carta 29, fragmento 7 (NPNF², vol. 4). São Basílio faz descrições vívidas das condições suportadas pelos fiéis durante a crise ariana, como relata Michael Davies na sua obra Saint Athanasius: Defender of the Faith:
São Basílio diz, por volta do ano 372: «As pessoas religiosas guardam silêncio, mas toda a língua blasfema se solta. As coisas sagradas são profanadas; os leigos sãos na fé evitam os lugares de culto como escolas de impiedade e erguem as mãos, nas solidões, com gemidos e lágrimas, para o Senhor no céu.» Ep. 92. Quatro anos depois, escreve: «As coisas chegaram a este ponto: o povo deixou as suas casas de oração e reúne-se nos desertos – um espetáculo lastimoso: mulheres e crianças, velhos e homens de resto enfermos, miseravelmente expostos ao ar livre, no meio das chuvas mais abundantes, das tempestades de neve, dos ventos e das geadas do inverno; e, de novo, no verão, sob um sol abrasador. A isto se sujeitam porque não querem ter parte alguma no mau fermento ariano.» Ep. 242. Davies, Michael, Saint Athanasius: Defender of the Faith (edição Kindle).
- «No caso de a Igreja querer que ela fizesse outra coisa, contra o mandamento de Nosso Senhor, ela não obedeceria por nada deste mundo. Perguntada se se submeteria à Igreja, se a Igreja Militante dissesse que as suas revelações eram coisas falsas e diabólicas, supersticiosas e más, respondeu que se submeteria a Nosso Senhor, cujo mandamento sempre cumprirá, pois sabe que os factos descritos no processo se deram por ordem Sua; ser-lhe-ia impossível fazer outra coisa senão o que declara ter feito por ordem de Deus. Se a Igreja Militante lhe ordenasse que fizesse de outro modo, não se submeteria a ninguém senão a Nosso Senhor, cujo bom mandamento sempre cumpriu.» The Trial of Jeanne d’Arc, trad. W. P. Barrett, 233. ↑
- Strickland, The Line in the Sand. ↑
- Ver o Catecismo, 1776-1802, para uma boa exposição da justa formação e do justo exercício da consciência, e 1806 sobre a importância da prudência como uma das virtudes cardeais. ↑
- Strickland, A Church Without Its Mother. ↑